quarta-feira, 27 de maio de 2009

Este é o LoverBoy


Este sou eu. Resolvi fazer uma arte pra quem não tinha me visto ainda rsrsrs. O prazer é todo meu!

(Conto) - Fuga

Primeira Pessoa

Acordei mais cedo e decidi ir embora antes que ele abrisse os olhos. O sol ainda não tinha saído e eu mal o conhecia, mas a o reflexo da pouca luz na sua pele me fazia sentir como se estivesse abandonando algo que poderia ser especial, algo prestes a começar. No entanto eu não podia ficar e acordá-lo com um beijo, tive que sair antes que algo me convencesse que o acaso não deveria ser descartado. Não posso ceder, esse não sou eu.

Eu machuco as pessoas, vivo dos poucos momentos que me interessam e dão prazer. Gosto do processo de sedução, de conhecer pessoas, de senti-las. O meu bom realmente é enquanto dura, e não dura muito, não há explicação. Mais uma vez abri a porta da casa de um desconhecido, deixando pra trás outra noite, outra conquista que não leva a nada, outro rosto que logo esquecerei.

Não procuro pensar muito se eu poderia ser feliz com algum deles, prefiro viver numerosos bons momentos com várias pessoas do que uma vida conformada com alguém que pra mim não seja nada mais do que uma boa companhia. Mesmo estando acostumado com todo este processo que se repete por noites e noites, mil e uma coisas passam pela minha cabeça no caminho de casa, sinto como se meus pés andassem somente por instinto.

Ao chegar em casa, o silêncio me recepciona e me beija, dizendo: já está na hora de desistir, chega de andar em círculos, chega de mentir. Mas eu não escuto o silêncio e ele não me convence. Tomei um banho, um analgésico e tentei dormir. Não consigo alcançar meus pensamentos, eles não me deixam dormir. Enfim o cansaço vence minha mente.

Ao acordar peguei minha calça no chão, retirei a carteira e achei um bilhete que dizia: eu não posso esperar pra sempre.

Terceira pessoa

Ele me olhava diferente, não tirou os olhos de mim a noite inteira. Senti como se fosse uma presa consciente, esperando que o ataque acontecesse. A música por mais alta que estivesse não conseguiria bloquear aquela conexão. Vários já passaram por mim, ninguém interessante, ninguém com aquele olhar vazio e cansado, mas extremamente sedutor. Ele não se mexia, não precisava, pois sua beleza atraia as pessoas como insetos são atraídos pela luz.

Por que eu? Por que aqueles olhos me invadiam e me hipnotizavam? Não, eu não poderia dar um passo em sua direção, pois seria mais um, outra noite, outro rosto. Uma mentira a mais não iria fazer efeito, eu estava cansado do modo que tudo se repetia. Mas ele deu um passo e perdi a concentração, tentei olhar para os lados, mas as pessoas sumiram e as paredes pareciam se estreitar, então não tive escolha a não ser olhar em sua direção. Ele já estava na minha frente, não pude evitar.

Ele se apresentou, perguntou meu nome e me beijou. Ele tinha uma mão forte e apertava minha nuca, que ardia e estimulava todo meu corpo. Seu beijo era suave e desinibido, naturalmente ele me sugava e quanto mais me beijava mais eu me convencia que iria, mais uma noite, ceder ao desejo. A noite seguiu como uma previsível reação em cadeia, como 100 dominós posicionados um na frente do outro, derrubando o seguinte sem piedade, inconsequentemente. Quando ele adormeceu, peguei um pedaço de papel, escrevi algo e coloque no bolso de sua calça. Não espero nada dele, o conteúdo naquele papel era mais um desabafo meu que talvez pudesse servir pra outra pessoa, mas a esperança prevalecia de algum modo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A "Teoria do Sexo" quase confirmada

Olá, poucos e preciosos amigos que acompanham meu blog... desculpem o atraso, estive muitíssimo ocupado com uns trabalhos do curso, vocês nem imaginam!!!! Mas vamos ao que interessa. Antes do inferno dos trabalhos começarem, claro, rolou uma baladinha. Sábado fomos na The Week, que não é mais meu lugar favorito (o staff the lá é especialista em groceria ein!), mas de vez em quando recebemos uns amigos e levamos pra ver a boate, como quem leva um turista pra um lugar típico, pra nós já sem muito atrativo. Como somente a entrada é quarentão, começamos a tomar uns drinks de vodka com manga pra esquentar... o LoverBoy esquentou tão bem que nem lembra se tinha fila na entrada, que música tocou no começo, etc. Depois de um tempo a capacidade começou a voltar e ele fixou o olho em um garoto, claro. Muito fofo, bem gatinho. Resultado, nos conhecemos e fui na casa dele duas vezes.
Adivinhem? Não rolou sexo, nenhuma das duas vezes, mas é claro, a coisa esquentou, mas não rolou totalmente. Tentei explicar que era uma coisa minha mesmo, que eu não transava logo na primeira, segunda noite, etc. De início tive a impressão que ele achou muito fofo, mas agora sei que não tanto. Ele ligou pra mim na segunda, mas na terça no msn já comecei a sentir que ele estava um pouco frio, eu contei do meu dia que tinha super estressante, minha colega do curso tinha chorado muito e eu tinha consolado... sabe qual foi a palavra de conforto? Nenhuma. Ele jogou a frase "você conhece o Justus? Eu disse: o quê? Nunca vi esse filme rsrsrsrs. Ele estava falando do programa da futura Hebe de calças e eu fiquei tão passado com a frieza dele que confundi as bolas todas. Além disso ele demorava horrores pra me dar uma resposta. Eu não sei vocês mas quando eu estou emplogado com alguém, principalmente no começo, eu dou uma atenção legal, é natural. No entanto dele já senti o contrário.
Bom, eu não vou ficar quebrando a cebeça pensando no que aconteceu, pois tenho mais o que fazer, mas também não vou ficar sentado esperando pra ver... Se o sexo é o culpado (bem o culpado nesse caso seria eu, mas seguindo...) eu não sei, mas suspeito que sim. Vou dar uma de Lady Gaga e botar um poker face pra galera daqui em diante e jogar de acordo com a regras, as minhas, é claro, e quem quiser jogar será bem vindo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Eu vi Serena van der Woodsen ontem!!!!


O trabalho que estou fazendo no curso exige que tiremos fotos, muitas fotos, então fui nos Jardins com meu grupo e adivinhem quem encontramos, isso mesmo a Serena van der Woodsen de Sampa. Claro, tivemos que dar uma de paparazzi pra tirar uma fotinho, mas a vontade mesmo foi de me jogar aos pés dela e me declarar um súdito!

We all get burned sometimes!

O LoverBoy teve uma péssima noite de sono, acordou de 5 da manhã, ficou na sala com mil e uma coisas na cabeça e fazendo a agenda para o dia que estava prestes a começar. Lavei um bocado de roupa, fiz parte de um trabalho do curso e aqui estou escrevendo. O título deste post é o ínício da música "Hurts Too Much" do grupo Starsailor (clique no nome da música para ouvir) e é o ringtone atual do celular do LoverBoy, que aqui vos fala. Geralmente só dá tempo do vocal cantar essa frase e atendo (quando não atendo logo é porque o cel tá longe e provavelmente vou ter uma chamada perdida). Já escutei tanto essa frase que estou pensando em trocar o toque, apesar da música ser muito boa, eu não posso mais ficar ouvindo essa frase algumas vezes por dia. Que a gente se queima de vez em quando nós já sabemos, mas não precisamos ficar ouvindo isso mais de duas vezes no dia.
Bom, eu admito, estou culpando a música e incrível banda pelo meu estado de carência, ela não ajuda, mas também não atrapalha tanto assim (quem me conhece sabe que sou um pouco exagerado). Vou ver se troco o toque mesmo assim, vai ver que eu dou sorte e alguém que eu tenha dado meu número vai me ligar e eu vou ouvir "Beautiful Dirty Rich". Eu acho melhor mudar logo pra ver se dá sorte.
Ah, mais uma coisinha, por que as pessoas pegam nosso número do celular no fim da noite, se não vão ligar? Que saco, eu só dou meu número se eu quiser que você me ligue não é isso? Você deve estar dizendo, e porque o LoverBoy não pega o número do carinha no fim da noite? Essa eu vou ficar devendo pra um outro tópico rsrsrsrsrs.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Novo comercial da Chanel com Amelie, ah, desculpa, com a Audrey Toutou


Pra quem curte os comerciais do perfume Chanel N5 vai amar o mais recente. Nicole Kidman e Rodrigo Santoro já fizeram parte de um deles, no melhor estilo Moulin Rouge, mas claro, o comercial também foi dirigido por Baz Luhrmann. Agora quem mandou ver foi o Jean Pierre Jeunet, o mesmo diretor do Fabuloso Destino de Amelie Poulain, e não é que o comercial ficou com a cara do filme? A ausência de diálogos, a cores usadas e a questão do acaso juntando as pessoas são alguns dos pontos em comum que facilmente podem ser identificados nestas duas obras do diretor. Ah, e a Audrey está linda, ainda é a Amelie, mas muito mais sexy. Confiram o vídeo, o rapaz também é um sonho. Dá vontade de comprar um Chanel N5 e subir no primeiro trem que encontrar (bom, aqui em Sampa acho bem difícil acontecer algo parecido).

http://www.youtube.com/watch?v=ch08Lt1Beo4

domingo, 10 de maio de 2009

Que vergonha!

Sábado é dia de balada e como o LoverBoy não aguenta ficar em casa pensando no que poderia ter acontecido, se jogou! O plano era somente de ir na Benedito, mas todos começaram a tomar uma cervejinha regada a muito homem bonito, se animaram e foram pra Bubu. Sabe aqueles dias que parece que o mundo vai se acabar? Isso mesmo, parecia que tinham dito "meninos corram, o mundo vai se acabar, não vai mais existir vodka nem boy". Depois da praça chegamos em casa, escutamos uma musiquinha legal e direto pra Bubu. Chegando lá todos se perderam, como sempre. Conheci o Paulo, bom, ele foi o cara mais alto que eu já fiquei, eram metros e metros até chegar ao topo. Lá pro fim da noite quando a pista fechou e Paulo disse "vamos embora", eu levei um tombo enorme na escada. Que vergonha, foi feio mesmo, ele ficou até preocupado. Estou com o braço ralado, a perna doendo e as lembranças de uma noite perfeita com os amigos!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

(Conto) - Salvação!

- São Paulo é uma cidade que inspira e o LoverBoy andando pela Augusta conheceu Angélica - O link para ouvir a música do conto é http://www.youtube.com/watch?v=SMxeGGV_HFE

Angélica desceu a Augusta apressada, tinha o olho esquerdo roxo e carregava na mão um MP3 player que conseguiu roubar do seu último cliente. Este não era seu nome verdadeiro, a vida assim a havia batizado para que pudesse em todo amanhecer trocar de pele, deixando pra trás os resquícios da noite. Ela tropeçou em um buraco da calçada, por estar usando um salto bico fino deslocou o pé e quase foi ao chão, deixando o MP3 cair na calçada perto de um flyer, que a convenceu a conferir os arredores da festa, na esperança de conseguir outro programa.
Ela tinha sonhos, como qualquer pessoa, mas os seus não envolviam fama e sucesso. O desejo que alimentava desde criança era conhecer seu príncipe encantado, ter uma casinha simples e filhos que fossem a cara do pai. Infelizmente nada aconteceu como planejado e ela já não precisava de um príncipe e sim de alguém que a salvasse daquele inferno. Com mil coisas na cabeça ela desce a Augusta.
No caminho ela aperta o play no MP3, olha o display, mas não reconhece a música, pois não fala inglês. A música ironicamente era “Save Me Now” do Andru Donalds e quando ela coloca os fones no ouvido logo se lembra de sua juventude ao escutar os primeiros acordes, que embalaram seu primeiro beijo aos 14 anos. Na esquina, ela, distraída em suas memórias, esbarra em um bêbado que aos gritos pedia a Deus que lhe mandasse salvação. Ela tentou ignorá-lo, mas o pedido dele parecia vir dela, que sentia como se tivesse usado o corpo daquele homem sujo como alto-falante. O homem a encara e diz que hoje é o dia de sorte dela. A profecia não fazia sentido algum e ela seguiu seu caminho.
Quando a música chegou ao refrão ela se lembrou dos olhos castanhos de seu primeiro amor, lembrou dos lábios e do hálito quente dele. Aquelas lembranças a fizeram sentir algo que há algum tempo havia morrido, mas esse êxtase não durou muito, a vida era muito dura e não permitia devaneios, por mais que ela tentasse. De repente ela escuta um grito pedindo que alguém tivesse cuidado e tudo aconteceu muito rápido. Um carro em alta velocidade a jogou longe, do outro lado da calçada. O carro vai embora e algumas pessoas começam a tentar prestar socorro e gritar. Um travesti que estava perto e presenciou tudo chega perto do corpo com um lençol e a cobre. A música terminou e Angélica havia sido salva.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O próximo possível vencedor do American Idol 8! Será que ele é?






Loverboy é fã do show American Idol (eu sei, me queimo com essa afirmação, mas o que posso fazer?) e assiste tooooda semana. Desde o começo, Adam Lambert, um dos mais diferentes participantes já aceitos no show chamava atenção não só pelo talento vocal, mas também pelo visual. Daí todos começaram a especular, será que ele é? Vazaram na net algumas fotos que ajudam a chegar a uma conclusão. No entanto, o talento do rapaz é tão grande (calma esse tipo de foto que vocês podem ter imaginado ainda não vazou) que o público americano voltou seus olhos para suas apresentações e não para as fotos. Realmente o rapaz é demais! Vejam acima algumas fotos do possível vencedor do American Idol. Mal posso esperar para ouvir seu primeiro single e ver o clipe. Ah, seu ele faz meu tipo? Não, prefiro o Kris Allen (última foto), claaaaaro, mas se o Adam chegasse com uma corversa legal e com aquele olhar que ele faz...

Day 'N' Nite

Putz, acordei sem a barulheira do ap que estão reformando em cima do meu, fui tomar um suco, ver algum vídeo do youtube e me apaixonei pela música Day 'N' Nite do Kid Kudi. O clipe é muito bom também, as animações misturadas com cenas reais passando pra gente o que se passa na cabeça do Kid são superb!!!!

Dá uma olhada no vídeo, não vão se decepcionar.

http://www.youtube.com/watch?v=PqQFp_rYba8

terça-feira, 5 de maio de 2009

An Ordinary Afternoon


Acabei de criar o blog ao som do segundo álbum de Sheryl Crow e nesse exato momento estou sozinho no ap cantando aos berros a faixa “Ordinary Morning” e pensando nas coisas que aconteceram no fim de semana passado. Bom, tudo começou mesmo durante a semana. No último domingo fui à Loca e conheci um carinha, bem gatinho, mas muito afoito pro meu gosto, mas tudo bem. Trocamos milhares de mensagens no dia seguinte e combinamos de nos ver na feira Benedito Calixto no sábado (é claro, a feira só funciona nesse dia duhhhhh). Detalhe, eu sempre dava o primeiro passo e no decorrer da semana ele deixou de mandar mensagens e nunca ligou, então pensei “não tô desesperado assim, se ele quiser tem que me ligar ou fazer algo também”. Ele não ligou e não fez nada, então o negócio foi meio que esfriando e pensei que não iria mais rolar. Sendo assim fui pra balada na véspera de feriado com uns amigos e conheci outro carinho, muito gato ele, também muito afoito (qual é o problema dos caras dessa cidade?). No outro dia ele mandou uma mensagem dizendo mais ou menos assim “oi lindão, quero te ver nesse fim de semana”. Ok, legal, tenho duas possibilidades, mas já passei por isso algumas vezes e sempre que tenho uma chance dupla termino sem nada. DITO E FEITO!
No sábado fui na Benedito com meus amigos, tomamos uma cerva, comi uma empanada de carne com passas (puta que o pariu, foi orgástico), rolou um doce de leite e... sim, ele apareceu, mas não veio falar comigo. Eu sei que ele me viu, pois meus amigos confirmaram. Daí ficou aquele clima, se ele não vier eu não vou, de ambas as partes. O mais interessante é que ele passou diversas vezes bem do meu lado, eu olhei pra ele (meio que dizendo, HEY, tô aqui) e ele NADA! A hora de ir chegou e fomos pra casa. Um a menos! Amanhã ainda tenho esperança.
No domingo fomos almoçar no shopping e aproveitamos para ver Wolverine (filme + ou -) e mandei uma mensagem (eu de novo comecei o contato) para a segunda opção. Então ficou combinado que depois que eu me deliciasse visualmente com Hugh Jackman nos encontraríamos num café perto da casa dele (já pensei ihhhhhhhhhh). O café foi ótimo, ele realmente era bonito e no fim das contas fui parar na casa dele. Não rolou nada crianças, o LoverBoy não é um “one night stand”! Além do mais eu queria investir. Foi muito bom no ap dele, trocamos contatos virtuais, falamos de nós, etc (não teve sexo, mas também não ficamos feito bonecos de gesso esperando uma chance para fazer um comentário sobre o clima). Voltei pra casa porque ele disse que os amigos estavam insistindo para que ele fosse pra balada. No caminho de casa pensei que minha teoria de “dupla chance sempre dá em nada” iria por água abaixo. NOPE, no dia seguinte enviei uma mensagem, usei os contatos virtuais e NADA!
Eu acho que o problema no fim das contas deve ser meu, devo estar muito carente ou sou muito difícil. Vai ver que se eu tivesse escolhido o caminho mais erótico eles iriam estar na minha mão. Talvez não, talvez fosse pior. Imagina só, eu transar com um deles e depois o cara sumir? Iria ser pior. Não vou mais pensar nisso, vou continuar escutando a Sheryl e esperar a hora de ir pra aula! XOXO.

Introducing...

Bom, nem tudo é como a gente sempre planejou, as coisas mudam, as pessoas mudam, os lugares mudam. Não quero que pareça um clichê, mas a vida dá um “cento e oitenta” no momento mais inesperado. Como cheguei a essa conclusão? Simplesmente não posso ter todo o crédito, eu fiz as escolhas, mas o resto foi fruto do acaso, das ocasiões e outros fatores que simplesmente não podem ser explicados ou descritos como qualquer fórmula da física, como aquela da ação e reação. Se minha vida até uns meses atrás virasse um filme, com certeza não seria digno de uma indicação ao Oscar, talvez uma de ator coadjuvante e melhor trilha. No entanto, as mudanças chegaram, são inevitáveis e podem até ultrapassar o valor que uma estatueta qualquer de ouro possa trazer.
Sempre fui um rapaz calmo, que procurava conquistar as pessoas através de uma qualidade, que modéstia a parte e alguns desastres passados, têm conquistado alguns verdadeiros amigos e potenciais inimigos. A compreensão. Se você tivesse um problema, lá estaria eu, pronto para escutar e aconselhar. Acho que não precisa ser um vidente para descobrir como anda essa estória, mas vou entediá-lo com o resultado, não é nada satisfatório, pois quem sempre escuta um dia precisa ser ouvido ou explode. Ainda não estou à beira de um ataque de nervos, muito pelo contrário, tudo que aconteceu e está acontecendo serve como um fogo, prestes a acender uma tocha que talvez me ajude a esclarecer algumas charadas, mas antes de começar preciso me apresentar melhor, pois não sou só um psicólogo voluntário.
Cresci em uma cidade de interior, filho de pais normais, do modo normal que todos os pais são. Sou o filho mais novo, aquele que passou anos sem entender bem o que está se passando e sem poder dar muita opinião sobre alguns problemas familiares. Desde pequeno sentia que algo estava reservado para mim, que eu seria especial, que me destacaria e isso fez com que eu desenvolvesse um gosto em experimentar tudo, para saber, finalmente, qual seria meu diferencial, meu dom, mas até agora, com 29 anos, ainda não descobri. Talvez não haja nada reservado pra ninguém, talvez isso seja parte de uma daquelas filosofias baratas que vendem milhões de livros de auto-ajuda todo ano. Enfim, continuando. Aos quinze anos deixamos a cidade que morávamos e seguimos para a capital, até então era um adolescente tímido, inexperiente e com péssimo gosto para música e roupas, a vítima perfeita.
Na capital, fui matriculado em uma das melhores e mais caras escolas da cidade, daquelas que o corredor estava cheio de patricinhas, que deixavam um cheiro inigualável por onde passavam, já deviam usar Chanel ou Dior, mas na época eu nem sabia da existência das grandes casas de alta costura, muito menos que elas vendiam perfumes. Os rapazes eram perfeitos, pareciam ter uns três anos a mais que eu, eles sorriam, tinham dentes perfeitos, um jeito particular de andar, falar e sempre tinham uma namoradinha e uma admiradora secreta que ficava os assistindo nas partidas de vôlei durante as aulas de educação física. Eu não usava Chanel e não tinha dentes perfeitos, mas não era o único, fazia parte dos 25% restantes, os coadjuvantes, que só ganhavam um papel maior em dias de prova. Eu era quase invisível, mas eu os observava e ficava pensando como seria se eu fosse bonito e popular como eles. Foi nesse momento que criei um costume que vergonhosa e deliciosamente mantenho até hoje. Antes de dormir fecho os olhos e imagino coisas que queria que tivessem acontecido e fazendo tudo que gostaria de ter feito. Naquela época minha constante fantasia, como imagino que seja a de qualquer adolescente, envolvia minha paixão secreta. Eu gostava de imaginar a seguinte situação: durante a saída da escola o colega de sala mais bonito e popular me daria uma carona e chamaria para sua festa de aniversário à noite. Eu chegaria na festa e ele não me daria atenção, mesmo assim eu ficaria até o fim da festa o admirando secretamente até todos fossem embora, por fim, depois de toda a seção de masoquismo, desistiria e andaria em direção à saída. Ao som de “Always” do Bon Jovi (não se espantem eu tinha 14 anos né!) ele gritaria meu nome antes de ir embora, pediria desculpa e me chamaria para o jardim para conversar. Ao chegar lá nós conversaríamos sobre bobeiras que aconteciam durante a aula e ele de repente me beijaria. Logo após o beijo eu dormia e a hora de acordar logo chegava. Mais um dia para tentar conciliar as aulas de matemática e meus devaneios. Hoje em dia não fantasio sobre o garoto da escola antes de dormir, mas o processo continua o mesmo, envolvendo uma música, uma situação inesperada e uma pessoa, real ou imaginária.
Dos 14 aos 23 anos minha vida foi mais ou menos a mesma, claro, entrei na universidade, tive 999.999 paixões platônicas, arrumei um emprego legal e só faltava casar. Foi aos 23 que tudo mudou, bom, nem tudo, só um detalhe que mudou o curso da minha vida. Comecei a por o pé fora do armário, depois a cabeça e aos poucos fui saindo. Comecei a freqüentar baladas e alguns lugares GLS, conheci algumas pessoas que se tornaram meus amigos... ah, quase esqueci, um detalhe importante, meu irmão também é gay. Como não pretendo ainda fazer um spin-off para os meus 23-29 anos, vou somente falar do que está acontecendo de agora em diante.
Depois de experimentar bem uma vida quase perfeita, surtei. Sim, decidi sair em busca de algo novo, como um trabalho (que me completasse mais), outro cenário e pessoas novas. Então decidi por NY, queria fazer um estágio, mas recebi o recado que a crise mandou para todos, no mundo inteiro, que tinham as mesmas intenções que eu. E agora, o que fazer? Claro, São Paulo! Do momento de decisão até a mudança foram uns 6 meses. Com total apoio das pessoas que mais importam para mim... Aqui estou eu, o LoverBoy, pronto para começar de novo. Só pra constar, nada a ver com Gossip Girl, apesar de curtir a série não pretendo acabar com a reputação de ninguém, mas se preciso for... XOXO! LoverBoy.

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